terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ética na administração


A Ética na Administração
Em um momento histórico, no qual o Brasil se vê assediado diariamente por escândalos envolvendo as relações entre o público e o privado, talvez uma discussão sobre a abrangência da ética na administração seja um dos mais necessários assuntos da gestão contemporânea. Muitas pessoas, mesmo aquelas que estudam administração, confundem ética com valores, com moral. Na realidade, os valores formam a base da ética, que é uma área de conhecimento que avalia o comportamento de pessoas e organizações perante o que a sociedade considera moralmente correto. Se o cidadão ou a empresa tem um comportamento que congrui aos valores sociais, esse é tido como ético. No caso contrário, antiético.
Na administração, considerando seu caráter decisório, a ética abrange quatro níveis, segundo ensina Maximiniano (2009). A compreensão desses níveis é conseguida a partir da visão do externo para o interno, ou seja, da abrangência geral para a mais específica. Assim, o primeiro nível, SOCIAL, é entendido como o impacto que a simples existência da organização e suas operações diárias causam na sociedade. Os escândalos que aparecem na televisão e nos periódicos, envolvendo empresas e políticos, são um exemplo claro desse nível de aplicação da ética. Porém esse é um nível pouco observado e discutido. Para a maioria das pessoas, a culpa pela corrupção no Brasil é exclusividade dos políticos. Nesse caso, devemos lembrar que, para existirem corruptos, devem existir corruptores.
O segundo nível de impacto da ética é o nível de STAKEHOLDERS, que induz ao questionamento das obrigações da organização quanto à utilização de seus produtos, serviços e o impacto desses no mercado. Buscando cada vez mais o centro das organizações, tem-se o nível de POLÍTICAS INTERNAS, interessado em averiguar a ética nas relações entre patrão e empregado. Por fim, o nível INDIVIDUAL, o qual leva à reflexão do papel de cada indivíduo no dia a dia da organização e das suas relações interpessoais no ambiente de trabalho.
Mais do que pura retórica, o pensamento ético é um dever de todo gestor.

Contribuição de Gilberto Socoloski, MSc
Professor e Chefe do Depto de Administração da UPIS
Brasília-DF, junho de 2012.

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